O Corpo de Bombeiros retomou nesta quinta-feira (27) as buscas pelas 11 pessoas que ainda estão desaparecidas após o rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho no dia 25 de janeiro de 2019. A retomada já havia sido anunciada no último dia 10, e a previsão é que os trabalhos sejam executados em seis frentes. As buscas ficaram suspensas por cerca de cinco meses, devido à pandemia do coronavírus.

 

De acordo com a corporação, as seis áreas que serão priorizadas nos trabalhos foram escolhidas a partir de um estudo matemático de probabilidades, que indica onde há maiores chances de corpos e segmentos corpóreos serem encontrados. Antes da pandemia do coronavírus, 45 militares atuavam nas áreas de buscas, e agora, na retomada, 60 participarão dos trabalhos.

 

Os bombeiros vão utilizar cerca de 50 maquinários pesados, como retroescavadeiras, caminhões e tratores de vários tipos. A corporação informou que também vai contar com o apoio logístico da mineradora Vale e que drones e helicópteros serão utilizados nos trabalhos. A princípio, não serão utilizados cães farejadores, mas os militares avaliam a efetividade do uso deles no estágio em que as buscas se encontram.

 

A retomada das buscas pelas vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho exigiu que fosse montado um protocolo de segurança para o trabalho dos próprios bombeiros que vão atuar no local. As medidas visam preservar a saúde dos profissionais envolvidos frente à pandemia da Covid-19.

 

Bombeiros que estão incluídos no grupo de risco para a doença não deverão atuar no local, e o uso de equipamentos de segurança é obrigatório. Os militares também vão passar pela aferição diária de temperatura e deverão higienizar as mãos com álcool 70%. O transporte dos profissionais também será feito de forma a evitar aglomerações. Em veículos em que houver cinco assentos, apenas três pessoas poderão ser transportadas.

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