O percentual de adultos fumantes nas capitais brasileiras subiu de 9,3% em 2023 para 11,6% em 2024, segundo dados preliminares da pesquisa Vigitel divulgada pelo Ministério da Saúde. A alta interrompeu uma queda contínua desde 2007 e acendeu um alerta no Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto. O médico de Família e Comunidade Felipe Bruno Santos da Cunha reforça que a data é um momento de mobilização para conscientizar sobre os riscos do tabagismo, fortalecer políticas públicas e incentivar o abandono do hábito. O fumo continua sendo a principal causa evitável de morte, associado a diferentes tipos de câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares, além de riscos graves para gestantes e crianças expostas ao fumo passivo.
O crescimento do uso de cigarros eletrônicos, mesmo proibidos no Brasil, preocupa especialistas, sobretudo entre jovens, assim como o consumo de outros derivados do tabaco, como narguilé e charutos. Cunha destaca que medidas regulatórias, como restrição de propaganda e ambientes livres de fumo, foram essenciais na redução histórica do tabagismo, mas precisam ser reforçadas. No tratamento, a combinação entre psicoterapia, medicamentos e apoio multiprofissional aumenta as chances de sucesso, especialmente quando acompanhada de suporte familiar e social, que ajudam a reduzir recaídas e favorecem a adesão ao abandono definitivo do cigarro.


