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CAFÉ DA MANHÃ PROTEGE CONTRA DOENÇAS

Uma nova pesquisa publicada no Journal of Nutrition, Health and Aging indica que, além de sua reconhecida importância, disse que o café da manhã pode oferecer proteção contra doenças cardiovasculares. O estudo, conduzido por pesquisadores na Espanha, acompanhou durante três anos 383 participantes com idades entre 55 e 75 anos que estavam acima do peso ou com obesidade.

A análise revelou o elo entre o consumo de um desjejum saudável com uma menor circunferência da cintura, além do equilíbrio nas taxas de colesterol e triglicérides. Tais fatores aumentam o risco de distúrbios como a aterosclerose, sendo o acúmulo de gordura nas artérias e fator de risco para infarto e outros problemas.

“Uma das hipóteses que ajudam a explicar esse resultado é a de que os adeptos dessa refeição tendem a se alimentar adequadamente não só pela manhã, mas também no decorrer do dia”, avalia Carla Muroya, nutricionista do Programa Obesidade e da Unidade Check-up do Hospital Israelita Albert Einstein.

No estudo espanhol, o café da manhã considerado de boa qualidade incluía proteínas, carboidratos e fibras. Havia pouco espaço para açúcares e gorduras saturadas, e a refeição correspondia a 20% das calorias diárias.

Os pesquisadores enfatizam a importância de não somente tomar café da manhã, mas também de prestar atenção à quantidade e à qualidade dos alimentos consumidos. Segundo eles, promover hábitos saudáveis no café da manhã pode contribuir para um envelhecimento saudável, diminuindo o risco de síndrome metabólica e outras doenças crônicas, o que, por sua vez, melhora a qualidade de vida.

No estudo espanhol, um café da manhã considerado de boa qualidade era composto por proteínas, carboidratos e fibras, com pouco espaço para açúcares e gorduras saturadas. Mesmo com tantas benesses comprovadas, porém, muita gente prefere partir para as atividades cotidianas sem comer nada. “Há aqueles que não sentem fome logo cedo”, comenta a nutricionista Daniela Boulos, da Unidade de Check-up do Hospital Israelita Albert Einstein.

Quanto ao cardápio ideal, os pesquisadores recomendam um prato balanceado que pode incluir produtos lácteos (pela fonte de cálcio) e frutas, sendo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere o consumo diário de 400 gramas de frutas e hortaliças. Questões como a rotina e, claro, as características de cada um, contam pontos nesse contexto. “Se a pessoa consegue atingir as metas de nutrientes ao longo do dia, não há problema em pular a refeição”, pondera Boulos. Afinal, é importante respeitar a individualidade.

Quem costuma exagerar no jantar pode acordar com pouco apetite, por exemplo. Mas, em geral, após oito horas de sono, a tendência é de que organismo precise suprir as reservas energéticas para, assim, garantir disposição. Até mesmo a cognição e o humor podem ser afetados pela falta de comida, sobretudo entre os mais suscetíveis.

Os especialistas também sugerem adicionar sementes como linhaça, gergelim e chia para evitar picos glicêmicos. O ovo, um alimento comum na mesa do brasileiro, pode ser consumido cozido ou em omeletes. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam a necessidade de mais estudos para detalhar a influência da quantidade e qualidade do café da manhã nos resultados cardiovasculares e em outras doenças crônicas, o que poderá refinar as recomendações dietéticas.