A menos de 40 dias para o Natal, consumidores que já começam a planejar a ceia devem se preparar para preços mais altos. Uma pesquisa do Mercado Mineiro mostrou que produtos típicos desta época ficaram até 65% mais caros, com variações que chegam a 327% entre estabelecimentos. Entre os itens que mais aumentaram, destacam-se a castanha-do-Pará, com alta de quase 66%, e o damasco seco, que subiu 41% em um ano. Produtos como frutas cristalizadas, nozes e uvas passas também registraram elevações significativas, assim como o tradicional bacalhau Saithe e aves natalinas.
Os doces natalinos acompanharam a tendência de alta. Panetones de diferentes marcas registraram aumentos entre 13% e 29%, enquanto caixas de bombons subiram até 20%. Ainda assim, alguns itens apresentaram queda nos preços, como o bacalhau do Porto, que ficou 11% mais barato, além de frutas como pêssego, ameixa e uva Itália, que tiveram reduções expressivas. Essa variação demonstra que, apesar da inflação em muitos produtos, ainda é possível encontrar alternativas mais econômicas.
A pesquisa também revelou grande disparidade entre os preços praticados pelos supermercados. O quilo do pêssego, por exemplo, pode variar de R$ 6,99 a R$ 29,90, diferença de 327%. Essas oscilações também aparecem em carnes, frutas secas e panetones. Fatores como variedade de produtos, tradição do estabelecimento e qualidade influenciam no preço final, reforçando a importância de pesquisar antes de comprar para garantir uma ceia mais em conta.










