Um menino de três anos foi internado em estado grave esta madrugada (24) no Hospital das Clínicas Samuel Libânio, em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Ele sofreu vários ferimentos. A polícia suspeita que mãe e o namorado dela tenham agredido o garoto. O caso foi em Santa Rita do Sapucaí onde a família mora.

 

Segundo a assessoria do hospital, o menino corre risco de morrer. Ele quebrou um dos braços e teve uma hemorragia no abdômen. A criança também tem marcas de mordida e queimadura de cigarro. Os médicos desconfiaram da situação e chamaram a Polícia Militar.

A mãe da vítima, uma jovem de 21 anos, foi levada para a delegacia de Pouso Alegre e informou que um guarda-roupas caiu sobre o menino na última terça-feira (20). Ela também disse que levou o filho a um hospital de Santa Rita do Sapucaí, mas ele teria sido liberado após receber atendimento. Nessa sexta-feira (23), a criança passou mal e voltou a ser atendida na cidade, mas os médicos decidiram transferi-la para o Samuel Libânio.

Sobre a queimadura, ela contou que cozinhava quando uma gota de óleo quente espirrou na vítima. A mãe ainda disse que um cachorro teria mordido o garoto e deixado uma marca. “Vi a criança e ela está muito machucada. A versão dada pela mãe não condiz com a gravidade e aparência das lesões. Além disso, a mulher não demonstrou preocupação com o estado de saúde do filho”, afirma o delegado Daniel Leme.

Ainda de acordo com a polícia, o caso é investigado e a suspeita é que a criança tenha sido espancada. O namorado da mulher também pode estar envolvido. O rapaz tem passagem policial por homicídio e ainda não foi encontrado.

 

A mãe da criança deve ficar presa até a conclusão das investigações. Ela foi encaminhada para o Presídio de Caxambu, também no sul do estado. Um outro filho da mulher, um menino de 2 anos, prestou depoimento e estava com um ferimento na boca. Ele afirmou que foi agredido pelo namorado da mãe.

 

O Conselho Tutelar em Santa Rita do Sapucaí acompanha o caso e informou que já havia denúncias de maus tratos envolvendo a família.

Via Estado de Minas

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