14 de dezembro de 2025
ESTUDO APONTA INFLUÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO NA PSORÍASE
Departamentos Destaques Notícias Saúde

ESTUDO APONTA INFLUÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO NA PSORÍASE

Um estudo recente, publicado em fevereiro no British Journal of Nutrition, reforça a influência direta da alimentação na saúde, especialmente em relação à psoríase. A pesquisa aponta que dietas pró-inflamatórias, ricas em produtos ultraprocessados, carnes vermelhas e açúcares simples, estão associadas a casos mais graves da doença. Em contrapartida, padrões alimentares saudáveis podem atenuar os sintomas.

A psoríase é uma condição inflamatória crônica caracterizada por placas e manchas ressecadas na pele, comumente nos braços e cotovelos. Tabagismo, consumo de álcool e obesidade são fatores de risco modificáveis.

A Dra. Barbara Miguel, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que, embora o papel exato da dieta ainda esteja sendo elucidado, é um campo de crescente interesse científico. Estudos observacionais anteriores já haviam sugerido a relação entre dietas inflamatórias e a piora do quadro clínico.

A nova pesquisa envolveu 257 adultos com psoríase, que responderam a questionários detalhados sobre seus hábitos alimentares, incluindo adesão a dietas como a mediterrânea, DASH (para controle da hipertensão), vegetarianas e até mesmo padrões pouco saudáveis. Os dados foram então cruzados com ferramentas validadas para avaliar a gravidade da doença dermatológica.

Os resultados demonstram uma correlação clara: quanto mais saudável a alimentação, mais brandos os sintomas. A Dra. Miguel observa que essa relação é consistente com o conhecimento atual sobre a fisiopatologia da psoríase, uma doença inflamatória crônica e imunomediada, na qual a dieta pode modular processos inflamatórios sistêmicos.

É crucial ressaltar que a alimentação saudável não substitui o tratamento médico convencional ou as terapias medicamentosas já estabelecidas para a psoríase. No entanto, ela pode otimizar os resultados e ajudar a manejar comorbidades frequentemente associadas, como a síndrome metabólica e o risco cardiovascular.

Compartilhar