Em 2024, o Brasil registrou mais de 34 mil casos de hepatite viral, com destaque para os tipos B e C, responsáveis pela maioria dos casos crônicos e mais graves, como cirrose e câncer de fígado. A hepatite pode ser silenciosa por décadas antes de apresentar sintomas. A OMS estabeleceu metas ambiciosas para reduzir sua incidência e mortalidade até 2030, e o dia 28 de julho marca o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.
A transmissão varia conforme o tipo: A e E são transmitidas por via fecal-oral, enquanto B, C e D ocorrem por contato com sangue contaminado e relações sexuais desprotegidas. A vacinação é uma das principais formas de prevenção. O SUS oferece gratuitamente vacinas contra os tipos A e B, sendo esta última também eficaz contra o tipo D. Desde a introdução da vacina no calendário infantil, houve queda significativa nas infecções em crianças.
Apesar dos avanços, preocupa o aumento de casos entre adultos jovens, especialmente homens entre 20 e 39 anos. A hepatite C, que não tem vacina, continua sendo a mais letal, com mais de 19 mil novos casos e 752 mortes em 2024. No entanto, o diagnóstico precoce e o tratamento com antivirais possibilitam taxas de cura superiores a 95%.

