Uma iniciativa da Associação Mineira de Supermercados de Poços de Caldas para tentar reduzir o fornecimento de sacolas plásticas no município é alvo de ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que investiga possíveis irregularidades praticadas pelos comerciantes.

A investigação do MPMG começou depois que o órgão recebeu reclamações dos consumidores relatando que diversos estabelecimentos comerciais estão cobrando valor acima do preço de custo acrescido de impostos para fornecer a sacolinha, além de ocultar o preço do item durante as compras. Os supermercados também são acusados de não disponibilizar outros meios para que os clientes possam levar os produtos.

Nesta segunda-feira (13), a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Poços de Caldas recomendou a imediata suspensão da venda de sacolas de plástico pelos supermercados da cidade. Além disso, também foi instaurada Investigação Preliminar para apurar violação a direitos dos consumidores e à ordem econômica.

A medida vale até que a questão do fornecimento gratuito das sacolinhas seja melhor debatida e a investigação preliminar seja finalizada.

Intenção era boa

Chamada de ‘Ecopoços’, a campanha dos supermercados, que começou em março deste ano, contava com a adesão de 40 estabelecimentos da cidade e tinha como objetivo diminuir o consumo de sacolas plásticas e incentivar as sacolas reutilizáveis.

Em um primeiro momento, o fornecimento de sacolas plásticas se limitou a cinco unidades, a cada R$ 100 em compras.

A reportagem procurou a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Poços de Caldas, que representa os supermercados, mas ainda não recebeu resposta.

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