Doces Carmelitanos

Surgiu em 1912 no famoso Colégio e Escola Normal “Sagrados Corações” às mãos da estudante Ana Magalhães Vilela, Nicota Vilela, um doce de mamão, muito cristalizado, com alguns sucos.

Embora de feitio e desenho rudimentar, ela o achou interessante e guardou-o para mostrar à sua mãe D. Maria de Lima Vilela, residente na fazenda do Cafezal. Maria gostou da idéia e juntamente com sua filha, procurou fazer doce semelhante. Sr. Adolfo Pio Sobrinho, pai de Nicota, ia auxiliando, fornecendo alguns ferrinhos de pouco corte. E os doces com desenhos iam surgindo pouco a pouco.

Depois de casada com o Sr. Joaquim Pinto Magalhães, D. Nicota ia esmerando o seu artesanato, pois o Sr. Quincas, como era chamado, ia fazendo ferrinhos mais apropriados em vários formatos (todos os cartuchos de metal de balas deflagradas).

D. Nicota, usando as peças confeccionadas pelo marido, recortava os pedaços de mamão, abóbora, formando os mais variados desenhos. Daí para frente a arte crescia nas mãos de D. Nicota. No casamento de sua sobrinha Maria de Lourdes, ela deslumbrou todos os convidados, quando foram servidas as bandejas com os belos e gostosos doces: fita de côco em formato de rosa-flor, tronquinhos de árvores, bolinhas de côco, doce de banana, figo, abacaxi, laranja, maracujá, etc.

As encomendas iam chegando com intensidade sempre maior. Os doces de D. Nicota começaram a atravessar fronteiras não somente no município como também do Estado e até do País, indo para a França, Itália, Inglaterra. O doce arte, foi-se difundindo aqui, ali, acolá e espalhou-se por toda a cidade.

Artesanato

O tear desde os tempos mais remotos foi usado para a fabricação de tecidos com os quais se faziam roupas de cama, mesa e vestuário. Os fios eram extraídos do algodão ou do carneiro. Depois, o processo de lavar, cardar, fiar e tecer. Existia como também hoje o processo da tintura usando-se raízes, cascas ou folhas de ipê, coqueiro, argila, pau-brasil, quaresminha, etc.

A tecelagem sempre foi uma das atividades predominantes tanto na cidade como nas fazendas, desde o tempo da escravidão. Em nossa cidade, temos hoje colchas, toalhas tecidas há mais de 100 anos e do mais apurado capricho e amor pela arte de tecer. 

As toalhas para lavabo de Carmo do Rio Claro têm tradição que remonta a época da escravatura. Quando bordadas à mão, uma por uma, em ponto de cruz, e suas franjas amarradas fio por fio em abrólio tornam as toalhas exclusivas e sem similar em todo o Brasil. Esta tradição artesanal é hoje desenvolvida por quase toda a comunidade de Carmo do Rio Claro nos seus mais diversos níveis sociais.

Turismo

Além dos doces e do artesanato, Carmo do Rio Claro é reconhecida também pelo seu rico potencial turístico. Com lugares de natureza exuberante como as cachoeiras, a cidade tem pontos incríveis como a Serra da Tormenta que com os seus 1.287 metros é considerada um lugar perfeito para os saltos de vôo livre. 

Por falar em voo livre, Carmo do Rio Claro já sediou campeonatos com participação de pilotos internacionais. 

O lago de Furnas é uma riqueza natural belíssima e para quem não sabe, a nossa cidade possui entre os municípios banhados, a maior área alagada.

Foto: Andreia Aparecida Bento (Camping Pedra Molhada e Cachoeira do Mateus)
Foto: Andreia Aparecida Bento (Camping Pedra Molhada e Cachoeira do Mateus)
Foto: Andreia Aparecida Bento (Camping Pedra Molhada e Cachoeira do Mateus)
Foto: Andreia Aparecida Bento (Camping Pedra Molhada e Cachoeira do Mateus)
Foto: Andreia Aparecida Bento (Camping Pedra Molhada e Cachoeira do Mateus)

Cultura

A Cultura também se faz presente em Carmo do Rio Claro de muitas formas. Uma delas é o Museu de Arqueologia Indigena Antônio Adauto Leite que reúne mais de 3.000 pessoas e é considerado o maior do gênero na América Latina

Hino de Carmo do Rio Claro