O Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil esclareceu, através da Delegacia de Crimes na Área Rural, o roubo de 120 toneladas de café, ocorrido na zona rural de Várzea da Palma (MG), na Região Norte, que causou prejuízo superior a R$ 4 milhões.
Segundo o delegado João Vitor Leite, o crime ocorreu em 22 de junho, quando uma fazenda foi invadida e oito funcionários foram feitos reféns. Um deles foi espancado pelos criminosos. Os ladrões, 15 no total, fortemente armados, fugiram levando as 120 toneladas de café em três carretas, sendo duas bitrem.
O curioso foi que o delegado João Vitor tinha acabado de assumir as funções no Depatri e, mal se apresentou à chefia, o delegado Felipe Costa Freitas, já foi enviado para Várzea da Palma. “Cheguei, me apresentei, e voltei para casa, para arrumar a mala. Já iniciamos a viagem”.
Os policiais conseguiram pistas de que os supostos ladrões seriam de Coromandel (MG). De lá, novas pistas os levaram a Paracatu (MG), onde uma carreta, ainda carregada, foi recuperada com 50 toneladas de café.
Foram presos pai e filho, com 35 e 70 anos, respectivamente, sendo que o mais velho é apontado como uma espécie de administrador do grupo. O mais novo era motorista de uma das carretas. O outro condutor, já se sabe, estaria em Tupaciguara (MG), na Região do Triângulo, mas ainda não foi preso.
Prejuízo recuperado
Segundo o delegado João Vitor, ao efetuar as prisões, os policiais recuperaram, não só parte da carga de café roubada, mas também caminhões, carretas e veículos de luxo.
“De imediato, conseguimos descobrir bloquear R$ 1,3 milhão que estava nas contas dos que foram presos. Estamos próximos de recuperar o restante da carga, e assim, ressarcir todo o prejuízo, sendo que os veículos apreendidos também poderão ser usados para esse ressarcimento, colocando fim ao prejuízo do fazendeiro”, diz o delegado.
O idoso preso tem uma empresa de transporte e a ideia era usá-la para fazer com que o transporte da carga roubada parecesse normal, não um furto. O filho tem passagens por organização criminosa.
O homem preso em Tupaciguara, de 42 anos, já esteve preso por extorsão, tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
A polícia trabalha, agora, para tentar identificar os outros integrantes da quadrilha e recuperar toda a carga de café.

