Minas Gerais dará, nos próximos dias, sinal verde para as redes pública e particular reabrirem suas escolas de ensino básico e superior e para os estudantes reencontrarem o caminho das salas de aula. A data ainda não foi definida, mas a volta ao ensino presencial é dada como certa para este ano ainda, podendo mesmo ocorrer nas próximas semanas.

O anúncio será feito pela Secretaria de Estado de Saúde assim que a curva epidemiológica “autorizar” o protocolo. Enquanto aguarda, a pasta da Educação prepara seu plano de retomada, que inclui finalizar o ano letivo o mais próximo possível do calendário inicial, para não comprometer 2021.
Mas, o retorno presencial não se dará no mesmo momento para os mais de 16 mil estabelecimentos de ensino básico e superior e 5,4 milhões de estudantes desses dois níveis em território mineiro. De acordo com a secretária de Estado de Educação, Júlia Sant’Anna, a retomada será progressiva. “Entendemos que os protocolos todos são muito conhecidos e amadurecidos, mas o que as famílias mais se preocupam é com a garantia de que serão executados por cada uma das escolas. Aplicar uma retomada progressiva lhes dará mais segurança e nos permitirá observar se há situações delicadas em alguma região do estado. Tanto a Saúde quanto a Educação estão atentas a esse processo e tomando cuidado”, diz.
A secretária explica que nessa progressão serão priorizados “estudantes em situação de urgência pedagógica no que se refere ao calendário escolar”. Ou seja, alunos em fim de ciclo, como os do 3º ano do ensino médio, 5º ou 9º ano do fundamental, ou ainda aqueles que tiveram mais dificuldade durante o ensino remoto. Também está prevista uma progressão por regiões, a partir do acompanhamento epidemiológico e de acordo com os parâmetros do programa Minas Consciente, que orienta a retomada econômica nos municípios.

Avaliação

 

No caso da rede estadual, no plano pedagógico, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) aposta numa avaliação com plano de estudo individualizado para diminuir as deficiências esperadas não só entre os alunos mineiros, mas de todo o país. “Estamos programando uma avaliação diagnóstica de cada aluno, antes do retorno, para quando os alunos chegarem às escolas, os educadores tenham visão precisa de qual componente curricular o estudante tem mais fragilidade e os conteúdos que não conseguiu aprender durante as aulas remotas”, afirma Júlia. A SEE tem sob sua tutela 3.616 escolas e 1,7 milhão de estudantes.
Para os próximos dias, é esperada também definição sobre o calendário letivo, numa complexa matemática para terminar o ano “da maneira mais serena possível”, segundo Júlia. “Estender muito será oneroso para a conclusão do ano letivo de 2021. Vamos construir esse novo calendário pensando no do ano que vem.”

Municípios

Para liberar as escolas, no entanto, o estado vai precisar costurar com a Associação Mineira dos Municípios (AMM) alinhamento que permita a retomada em todo o território mineiro. Isso porque, mesmo com aval do comitê de enfrentamento à COVID-19 para o retorno ao presencial, não há garantias de que elas voltarão em todas as cidades, uma vez que nem todas aderiram ao Minas Consciente, que dita as etapas de reabertura dos municípios, tendo os prefeitos, nesse caso, poder de decisão. “Há decisões judiciais de que a prefeitura pode (dar a palavra final), outras que não pode”, diz a secretária de Educação.
Via Jornal Estado de Minas

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